O zoo de Americana – Parque Ecológico Municipal “Cid Almeida Franco” - ganhou mais três novos animais em reprodução em cativeiro. Desta vez nasceram foram tigres siberianos (Panthera tigris altaica).
Com o nascimento registrado no dia 21 de dezembro de 2011, os novos tigres ainda recebem cuidados especiais de veterinários e biólogos no recinto de cambeamento e permanecerão neste espaço até final de fevereiro. Em março, eles passarão para o recinto principal e poderão ser trocados por outros animais com zoológicos de outras cidades.
O primeiro tigre chegou em Americana em 2001 e, em2004, naprimeira reprodução em cativeiro, nasceram dois filhotes; em 2006, foram três, e o último nascimento foi registrado em novembro de 2009, uma fêmea e dois machos.
Ainda sem a confirmação final, a equipe do zoo já tem o palpite sobre o sexo dos animais. “Ainda levaremos algum tempo para saber o sexo dos tigres, mas acreditamos, pelas características, que são dois machos e uma fêmea”, explicou o diretor do parque, Gustavo Malufe.
Originário da Sibéria Oriental, o tigre é um caçador solitário de hábitos noturnos. Pode correr uma velocidade de até 80 km/h e saltar a uma altura de 5 a 6 metros. Seu sentido mais aguçado é a audição. Demarca território com sua urina e fezes e luta com outros machos se houver invasão de seu espaço, especialmente em época de reprodução. Sua alimentação básica é carne. Em ambiente natural, caça antílopes e búfalos, entre outros mamíferos. No Zoo Americana, cada tigre recebe cerca de 6kg de carne por dia.
Um mamífero exótico, os tigres-siberianos são encontrados principalmente na Turquia, Sibéria, Malásia, Java e Bali. Seu período de gestação dura de 104 a 106 dias e podem pesar de 100 a 300 kg, quando adultos. Normalmente, vive cerca de 20 anos.
(Com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Americana)
Foto: Marília Pierre/Prefeitura de Americana
Filhotes são fotografados pela primeira vez; em fevereiro os animais irão para jaulas
O Zoo Americana – Parque Ecológico Municipal “Cid Almeida Franco” - registrou em 2001 a visita de 70 cidades da região, totalizando mais de 76 mil alunos, comprovando a importância do Núcleo de Educação Ambiental (NEA). As visitas podem ser agendadas no parque pelo telefone 3406.2075.
Segundo a bióloga responsável pelo NEA, Silvia Maria de Campos Machado, as visitas são constantes. “Recebemos muitas escolas no Zoo e temos diversas palestras que abordam os cuidados que temos com os animais e também características dos bichos, como peso, altura, costumes e habitat”, explicou. O diretor do parque, Gustavo Malufe, afirmou que Americana é referência em zoológicos no Estado de São Paulo. “Temos animais que chamam a atenção do público, como leões, girafa, hipopótamo e também outros que estão ameaçados deextinção. Isso nos torna referência em zoológicos do Estado”, concluiu.
Campinas, Atibaia, Jacutinga, Engenheiro Coelho, Bragança Paulista, Estiva Gerbi, Ipeúna, Santa Maria da Serra, São Carlos, Sertãozinho, Socorro, Itirapina, Tambaú, Assistência, Várzea Paulista, Borda da Mata, Elias Fausto, Guarulhos, Nazaré Paulista e Francisco Morato são algumas das cidades que visitaram o Zoo Americana.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura - release original
Quem experimenta o jornalismo, no início de carreira, sempre corre sérios riscos. Um deles é se apaixonar pelo entrevista. É, talvez, o maior deles, porque, como em toda paixão, amor vira ódio da noite pro dia. Quando isto ocorre, neófitos da profissão tendem a tomar dois caminhos de maneira alternada: um, que é o da tentativa de escarnecer o amor antigo e o outro que é o de tentar explicar-se por teorias e ideologias tolas. É por isso que professores e mestres da área apregoam que novatos devem se proteger das paixões do jornalismo. Elas são terríveis, fugazes e não raramente, avassaladoras. Destroem qualquer carreira, por mais sólida ou promissora que possa ser.
A primeira grande operação da Polícia Federal (PF) no governo Dilma Rousseff mostrou claramente que o relacionamento entre o governo Dilma e a corporação não anda nada bem. Integrantes da PF, que já vinham reagindo mal ao governo, ficaram revoltados com a postura da presidente e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, diante das prisões de envolvidos em um esquema de corrupção no Ministério do Turismo na terça-feira. Com a justificativa de que teria ocorrido “abuso de autoridade” durante a Operação Voucher, o ministro mandou a PF apurar se houve exageros no uso das algemas. Fonte:Site da Veja, 12 de agosto de 2011
Suspeitos por suspeitos
Em plena campanha para ser indicada pela Câmara a uma vaga no Tribunal de Contas da União, onde terá de julgar a corrupção alheia, a deputada Fátima Pelaes - filiada ao PMDB do Amapá e, por obrigação de ofício, afilhada política de José Sarney - enfrenta uma investigação do próprio TCU sobre os recursos de suas emendas endereçadas a uma ONG que ela admite nem conhecer direito: o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) para onde mandou integralmente R$ 7 milhões do Ministério do Turismo, em um período de 13 meses. Segundo fontes do PMDB, seja qual for o resultado do escândalo, as apurações do Tribunal e da Polícia Federal - aquela em que foram presos outros afilhados de Sarney, Lula, Dilma... - são uma rocha no caminho a ser trilhado por ela rumo à vaga de fiscal do dinheiro público. Tomara.
Assassino de João Hélio é solto e vai morar na Suíça
Ezequiel Toledo de Lima, um dos acusados de participação do assassinato do menino João Hélio Fernandes, de 6 anos, no dia 7 de fevereiro de 2007, já está na Suíça com a família. Ele foi solto no último dia 10 pelo juiz da Vara de Infância e da Juventude, que ainda determinou que Ezequiel ingressasse no Programa de Proteção à Criança e Adolescente, destinado aos que estão ameaçados de morte. Ezequiel teria sofrido ameaças de morte no Instituto João Luiz Alves, onde cumpriu pena. A mãe do rapaz também teria sido ameaçada. Através da organização não-governamental Projeto Legal, ele conseguiu embarcar para a Suíça, com garantia de casa e identidade novas para recomeçar sua vida. O menino João Hélio foi arrastado por cerca de sete quilômetros, depois de ter ficado preso pelo cinto de segurança do carro da mãe, após um assalto. Fonte: Jornal do Brasil, 20 de fevereiro de 2010
"Antes eu conseguia atingir a 21 notas musicais por segundo. Hoje, com esforço, faço uma nota a cada 21 segundos. Mesmo assim, sou feliz".
Do maestro João Carlos Martins, no Jornal do SBT de quarta-feira, 3 de agosto, sobre uma deficiência nas mãos, resultante de um golpe a faca, na cabeça, em um assalto sofrido em 2005, no Rio, quando foi impedido de seguir a carreira de pianista, após ter passado por duas fases igualmente duras, para tratamento de uma paralisia em quase todos os dedos e de uma LER (Lesão por Esforço Repetitivo) nos tendões do braço direito, pouco tempo antes. Mesmo assim, não deixou a música e é um dos maiores maestros da atualidade em nível mundial.
por Guilherme Baffi a quinta-feira, 14 de Julho de 2011 às 20:53
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), Regional de São José do Rio Preto, repudia as agressões sofridas pelo repórter fotográfico do Diário da Região, Guilherme Baffi, e o repórter da TV TEM, André Modesto, durante cobertura do depoimento da médica Flávia Leite Souza Santos, na manhã desta quarta-feira, na saída do 5º Distrito Policial. A médica foi a responsável pelo atendimento à universitária Luana Neves Ribeiro, 21 anos, no Hospital de Base. A jovem, que era estudante de enfermagem, veio a óbito enquanto tentava doar medula óssea para uma criança com leucemia. Segundo testemunhas e imagens gravadas e veiculadas pela afiliada da Rede Globo, familiares da médica agrediram física e verbalmente os dois profissionais.
Consta que os jornalistas foram chamados até de 'abutres' pelos agressores. O SJSP manifesta seu apoio aos jornalistas que estavam cumprindo apenas com seu dever de ofício e reitera seu repúdio a atos covardes, que violam o direito ao livre exercício profissional e caracterizam o chamado exercício arbitrário das próprias razões.
Conselho Federal da OAB apoia aprovação das PECs do diploma
por Gustave Gama Targat Moreira - Quarta-feira, 6 de Julho de 2011 às 17:03
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aprovou, em sessão plenária realizada nesta segunda-feira (04), seu apoio às Propostas de Emenda Constitucional (PEC) que instituem a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Tal posição reforça o movimento pela votação das PECs que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado.
Em abril último o presidente da FENAJ, Celso Schröder, solicitou ao presidente da OAB, Ophir Cavalcante, que discutisse um posicionamento frente à decisão do Supremo Tribunal Federal que, em 2009, extinguiu com a exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista.
O relator da matéria apreciada nesta segunda-feira foi o conselheiro federal Leonardo Accioly da Silva, de Pernambuco, que apresentou seu voto favorável ao apoio da OAB Nacional às PECs. A proposta foi respaldada pelas delegações de 17 estados (Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.). Os votos das bancadas do Acre, Paraíba e Rio Grande do Sul foram considerados nulos e a tese minoritária, de que por se tratar de matéria constitucional, a última palavra seria do STF, teve o apoio de 7 delegações .
“Tivemos um excessivo debate sobre o tema, com duas correntes que se manifestaram”, afirmou o conselheiro Danilo Mota, da OAB/CE, após a sessão. Ele destacou que a maioria do colegiado optou pela argumentação que fundamentou o conteúdo das PECs de autoria do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), sustentando a necessidade da qualificação acadêmica para o exercício da profissão de jornalista.
Para o presidente da FENAJ a decisão do “Conselhão” da OAB se reveste de grande importância. “Ela reafirma a trajetória histórica da OAB de defesa da democracia e dos ideais republicanos”, sentenciou Celso Schröder, lembrando que a OAB tem uma tradição de parceria em lutas conjuntas com a FENAJ. “A OAB defendeu a criação do Conselho Federal dos Jornalistas, defendeu a manutenção do diploma quando o processo tramitava no STF e essa parceria se consolida agora com uma posição clara e pública em defesa das PECs do diploma”, registra.
Schröder conta que, após este importante apoio da OAB, uma das prioridades é buscar a reinstalação da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma. “E com isso nossa expectativa é de que as PECs sejam votadas brevemente, como já sinalizaram os presidentes da Câmara, Marco Maia, e do Senado, José Sarney”, finaliza.
A coordenação da campanha em defesa do diploma orienta seus apoiadores a prosseguirem buscando mais adesões ao abaixo assinado dos cidadãos, o Manifesto das Entidades e de sensibilização dos deputados e senadores pela aprovação das PECS.
>>>>>>>>> CTRL C+V do Facebook, página da jornalista Mara Cirino
Ex-prefeita e ex-vereadores deverão dar explicações sobre reforma na praça central
20/06/2011 - 08:00:00 - Da Redação
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Se condenados os réus deverão restituir restituírem o valor de R$ 292.500,00,
Ex-prefeita e ex-vereadores de Fernandópolis devem começar a aprontar suas defesas, em face de uma ação civil pública, ingressada pelo Ministério Público, onde autorizaram a reforma da praça da Joaquim Antonio Pereira, a Matriz, que sustenta ser um patrimônio histórico.
São citados; a ex-prefeita Ana Bim, os ex-vereadores Alaor Pereria Marques, Manoel “Enfermeiro”Sobrinho, Étore Baroni, Ademir Almeida, Warley Campanha de Araújo, Pedro Ribeiro de Toledo, Milton César Bortoleto , Francisco Affonso Albuquerque, Maiza Rio e José Carlos Zambom, os últimos ainda na ativa na cÂmara.
Ex-vereadores de Fernandópolis têm até o dia 24 para apresentar defesa, em uma ação civil pública que autorizou a reforma da Praça Joaquim Antonio Pereira que sustenta ser um patrimônio histórico.
O MP entendeu que a ação obras na praça feriram dispositivos presentes na lei municipal, pois por se tratar de uma patrimônio histórico as obras deveriam ser de reformas e revitalização, o que em observação, ao estado atual da praça não ocorreu.
O MP entendeu que as obras desconfiguraram as características históricas do imóvel.
A ex-prefeita Ana Bim devera explicar porque iniciou as obras sem atentar para as normas citadas pelo MP. Já os vereadores deverão explicar o porquê liberam o dinheiro para as obras.
>>>>>>>>>>>COPIADO NA CARA DURA DO SITE REGIÃO NOROESTE (www.regiaonoreste.com)
Ex-prefeita é multada pelo TCE em licitação da Ecopav
11/07/2011 - 08:01:00 - Da Redação
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A ex-prefeita de Fernandópolis, Ana Maria Matoso Bim (PDT), foi multada em 1.000 Ufirs – cerca de R$ 17 mil reais – pelo TCE (Tribunal d Contas do Estado) por erro em uma licitação envolvendo a coleta de lixo urbano.
O atraso na licitação e permanentes impugnações fizeram com que a ex-prefeita aditasse, em estado de emergência, o contrato com a Ecopav, responsável pela coleta do lixo urbano em Fernandópolis.
Esgotado todos os recursos, a ex-prefeita Ana Bim terá de pagar a multa imposta pelo órgão que fiscaliza as contas municipais nas prefeituras do Estado de São Paulo.
Se estivesse como prefeita, Ana Bim poderia sofrer uma Comissão Processante e ter seu possível mandato ameaçado por fraude e correr o risco de ter os direitos políticos cassado, além de perder o cargo.
Já que Ana Bim está foram da Prefeitura, o caso foi encaminhado pelo TCE à Câmara Municipal de Fernandópolis que terá que ler o documento em plenário na primeira sessão de agosto.
Os vereadores somente poderão encaminhar a denúncia ao Ministério Público que também poderá analisa e instaurar um procedimento contra a ex-prefeita, caso ache necessário.
Ana Bim disse apenas que “não iria deixar a cidade sem coleta do lixo”
>>>>>>>>>>>>>>>>>>CTRL C+CTRL V do site Região Noroeste (www.regiaonoroeste.com)
Gilberto Dimenstein, jornalista e colunista do jornal Folha de São Paulo, em seu comentário na Folha.com, criticou os evangélicos e fez comparações entre a Marcha para Jesus e a Parada Gay.
No final do texto Dimenstein comentou que São Paulo é mais Gay do que evangélica. O texto publicado nesta sexta-feira na Folha.com resultou em duras críticas até mesmo de colegas de profissão, como o colunista da Veja.com Reinaldo Azevedo, que foi taxativo ao dizer que o texto de Gilberto é tolo e preconceituoso.
O artigo de Gilberto Dimenstein, que tem o título: “São Paulo é mais Gay ou mais Evangélica?” fala sobre a diversidade como ponto mais interessante da cidade de São Paulo, cita a proximidade da parada Gay com a Marcha evangélica, ambas acontecem em São Paulo e ambas são consideradas as maiores do mundo, cada uma em sua área.
Dimenstein escreveu que apesar da proximidade entre ambas “elas têm diferenças brutais”. Em seguida o articulista inicia uma defesa ao homossexualismo e seus militantes ao dizer que “os Gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados”.
Para Gilberto, a parada “evangélica não respeita os direitos gays” e em seguida escreve que os evangélicos “querem uma sociedade com menos direitos e menos diversidades”.
“Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF”, escreveu Gilberto.
Reinaldo Azevedo, o analista político da Veja que fez uma análise minuciosa no texto de Dimenstein, escreveu “é um texto tolo de cabo a rabo; do título à última linha”.
“Fizesse tal consideração sentido, a cidade é ‘mais heterossexual’ e ‘mais católica’, porque são essas as maiorias, embora não-militantes”.
E questionou: “Os verdadeiros democratas sempre se contentam com a ordem legal como ela é. Sendo assim, por que os gays estariam, então, empenhados em mudá-la?”.
Azevedo deu o significado das clamações de Dimenstein como “PRECONCEITO”, rebatendo as críticas sobre o direito dos gays, apontando o própria PLC 122, reivindicado pelos homossexuais, em que ele alega interferir no direito de liberdade de expressão e religiosa.
“O tal PLC 122, por exemplo, pretende retirar dos evangélicos — ou, mais amplamente, dos Cristãos — o direito de expressar o que suas respectivas denominações religiosas pensam sobre a prática homossexual”, expôs o analista político da Veja.
No fim das contas, ironizou Azevedo, para o articulista, os gays são naturalmente progressistas, e tudo o que fizerem resulta em avanço. Enquanto isso, ele aponta, os evangélicos são naturalmente reacionários, e tudo o que fizerem, resulta em atraso.
Dimenstein ainda escreveu que na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, apontando para o número de políticos no desfile em posição de liderança”.
Azevedo justificou, dizendo que “Em qualquer país do mundo democrático, questões religiosas e morais se misturam ao debate eleitoral, e isso é parte do processo”. “Políticos também desfilam nas paradas gays, como todo mundo sabe”.
Para Azevedo o texto foi “falacioso” e intencionou dizer que “os militantes gays são bonzinhos — querem que todos sejam alegres — e os evangélicos são maus”.
Muito há o que se falar do ex-presidente Itamar Franco, morto ontem, aos 81 anos, em São Paulo, depois de um tratamento infrutífero de uma pneumonia que surgiu na rabeira da tentativa de cura de uma leucemia, depois de mais de dois meses de internação no Hospital Albert Einstein.
O baiano de Salvador, Itamar Augusto Cautiero Franco foi presidente da República entre 1992 e 1994, depois do impeachment do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello, em 1992. Itamar foi também governador de Minas Gerais, senador durante 16 anos, prefeito de Juiz de Fora por dois mandatos e embaixador do Brasil na OEA (Organização dos Estados Americanos, em Portugal e na Itália.
Como o único presidente brasileiro a suceder um titular cassado em meio a um dos maiores escândalos políticos do País, Itamar iniciou com um governo "café com leite", como foi apelidado por ter características mineiras de trabalhar - conforme apontavam com abundância adversários políticos da época. Os mais críticos diziam que o País entraria em colapso de crescimento se Itamar levasse para o Planalto os métodos que aplicou na Pampulha, principalmente porque a taxa de inflação pós-Collor era de 1.100% e chegaria a 6.000% no ano seguinte.
A volta por cima começou com a nomeação de seu sucessor no cargo, Fernando Henrique Cardoso, para o Ministério da Fazenda, depois de várias substituições na pasta. Foi aí que surgiu a marca mais profunda se seu governo: a implantação do Plano Real, que estabilizou a moeda e acabou com a inflação. Não se pode deixar de lado nenhum detalhe do processo que antecedeu a troca de todo o sistema econômico do País, desde a criação de indexadores, os bônus e a conversão diária do antigo Cruzeiro para o Real, na época, tão forte quanto um Dólar. Aí, os detratores - muitos dos que hoje são governo e desfrutam da estabilidade - diziam que o País ia quebrar. O PT, por exemplo, votou contra tudo o que estava relacionado ao Real, no Congresso.
Ainda mais, Itamar assinou a Lei dos Genéricos e a criou a Loas (Lei Orgânica da Assistência Social), que abriu caminho para a criação de programas de transferência de renda. Outra medida igualmente criticada por governantes que hoje se valem politicamente dos programas sociais, iconizados pelo Bolsa Família. Em 95, quando deixou o governo, Itamar tinha altos índices de aprovação.
Mas, talvez não seja por nenhuma destas conquistas que o ex-presidente entre na maior parte do noticiário, nestes dias. Uma "escapadinha" a um baile de carnaval, no Rio de Janeiro, quando ainda estava no cargo, continua viva na memória dos brasileiros porque uma acompanhante do presidente estava sem roupas íntimas e foi fotografada por baixo. É uma pena. Itamar merece muito mais do que esta nefasta lembrança.
>>> Texto de minha autoria, publicado na edição de 3 de julho de 2011, como editorial do jornal TodoDia, de Americana, SP