Diploma cai, mas empresas ainda querem profissionais formados Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.bràs 08:39 hs.
27/06/2009 - A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a exigência do diploma para o curso de jornalismo, dividiu a categoria e trouxe várias questões sobre a regulamentação da profissão. Jornalistas formados, não-formados, estudantes e professores querem saber, o que muda a partir de agora no mercado de trabalho?
Uma das principais portas de entrada na profissão é o programa de estágio. Três dos principais jornais do País usam deste meio para treinar futuros profissionais. Mesmo com a mudança na legislação, para alguns veículos de comunicação, ter curso superior ainda é um critério de seleção. Um exemplo é o jornal O Globo.
"Acreditamos no papel da escola" “As organizações Globo respeitam a decisão do STF, mas acreditamos no papel da escola e na qualidade dos profissionais formados. Portanto, estar cursando ou ser formado em Comunicação Social continua sendo um dos critérios para a inscrição dos candidatos”, disse Luiza Correa, responsável pelo programa de estágio “Boa Chance” do jornal O Globo.
Por estar em andamento, o processo seletivo do Estadão não muda neste ano. Para o ano que vem ainda não se sabe se haverá alguma mudança.
“O processo seletivo para 2009 não terá mudanças porque já está na sua fase de encerramento das inscrições. Para 2010 não está nada decidido, pois a lei ainda é recente” informou Marisa Oliveira, responsável pelo “Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado” do jornal.
A Folha de S.Paulo não se preocupa com a decisão do STF. Mesmo antes dela, não exigia a graduação em Jornalismo.
“Nada mudou para o grupo Folha. O requisito principal para se inscrever no programa é o diploma. Qualquer pessoa que tenha curso superior concluído ou em curso, pode participar, basta que seja criativa, bem formada e julgue ter talento para jornalismo”, afirmou Ana Estela de Sousa Pinto, responsável pelo programa “Treinamento Folha” da Folha de S. Paulo.
Proposta de emenda constitucional pela exigência do diploma ganha apoio no Senado
24 de junho de 2009
O senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), segundo a Agência Brasil, já conseguiu coletar 40 assinaturas de apoio à apresentação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que exige diploma de curso superior de Comunicação Social para o exercício da profissão de jornalista. Para a apresentação da PEC são necessárias 27 assinaturas
Segundo a proposta, o exercício da profissão de jornalista será privativo de portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação. Além disso, acrescenta um parágrafo único, que torna facultativa a exigência do diploma para colaboradores.
Consultado pela Agência Brasil, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Maurício Corrêa afirmou “ser possível tornar obrigatória a exigência do diploma por meio de emenda constitucional”. Mas Corrêa chamou a atenção para o risco de a iniciativa ser interpretada como repreensão à decisão do STF, na semana passada, que dispensou o diploma para o exercício profissional de jornalista.
O senador Antonio Carlos Valadares solicitará também que o Senado realize audiências públicas na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ), com representantes de associações e federações de jornalistas e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de estudantes e jornalistas. Segundo ele, o objetivo dessas audiências será o de aperfeiçoar o texto da PEC
A decisão do STF, que por 8 votos a 1 optou ontem pelo fim da exigência do diploma, é histórica e abre caminho para que, enfim, o ensino de jornalismo melhore e seus profissionais passem a constituir uma categoria _o que jamais existiu, com ou sem obrigatoriedade de canudo.
Comecemos pela repercussão: que triste constatar centenas de comentários de jornalistas diplomados tratando a questão meramente como “joguei quatro anos no lixo” ou “e os R$ 60 mil que paguei pelo curso, como ficam?”.
Sintomáticas, são frases que exemplificam porque o jornalismo está tão ruim. Quer dizer que desde sempre a questão foi tratada apenas como um trâmite, uma obrigação a se cumprir, como se a formação pessoal não contasse nada.
Pois bem: é exatamente nesse aspecto (o da formação) que eu vejo um futuro auspicioso.
Afinal de contas, agora a formação prevalece sobre a imbecil reserva de mercado. E, para ser jornalista, você terá de se preparar de verdade. Não bastará cumprir (sabe-se lá em que nível) uma quarentena obrigatória de oito semestres para, ao final dela, chegar ao pote de ouro.
A mudança atingirá a universidade justamente no momento em que umacomissão de notáveis discute mudanças no currículo da graduação. Essa reformulação precisa ser mais aprofundada agora que a formação e especialização serão a moeda corrente _sim, as empresas seguirão dando preferência a quem entende do assunto.
Não consigo enxergar a extinção e o esvaziamento dos cursos de jornalismo no Brasil. Na Argentina, como contei no ano passado, tampouco existe obrigatoriedade de diploma e as salas de aula estão cheias. É assim nos Estados Unidos e na Europa também.
A formação do profissional, que sem dúvida é muito mais rápida na prática, tendo a redação como lousa e os velhos lobos como professores, continuará existindo na academia.
A diferença é que, agora, o portador do diploma não terá um passe para exercer automaticamente a profissão. Ou seja: a faculdade só poderá lhe fornecer informação, não o passe de papel. E as que vivem acenando com o passe, estas sim, estão seriamente ameaçadas.
Com a decisão do STF, preparar-se passou a ser o fim, não um incômodo entre aluno e salvo-conduto para trabalhar.
Prevejo ainda uma enxurrada de cursos de especialização no que você puder imaginar (jornalismo esportivo, político, econômico, cultural, oficinas de reportagem, texto etc.). Aliás, já há vários projetos sendo preparados para 2010.
No quesito categoria profissional, o fim do diploma também traz consigo a oportunidade histórica de, finalmente, reunir os jornalistas numa categoria de verdade.
Qualquer argumentação sobre o fim da obrigatoriedade precipitar contratações irregulares, jornadas extenuantes de trabalho, não pagamento de horas extras, condições precárias de trabalho e quetais não colam.
Tudo isso já existe hoje, no mundo real. E sob a égide do diploma. O que leva o patronato a tratar os jornalistas como subempregados é precisamente a ausência de um espírito coletivo.
Vejo a suposta fragilização da profissão, após a decisão do STF, por outro ângulo: o fim da reserva de mercado, e a possibilidade de ingresso no jornalismo de profissionais com outras experiências inclusive no trato com os patrões, dão a todos nós a chance imensa de estabelecer outro tipo de relação com o empregador _e, quem sabe, atingir a tão sonhada categoria que discurso nenhum de sindicato conseguiu forjar.
Quem se habituou a ser tratado como gado, como os jornalistas diplomados, ganha uma ótima perspectiva com a companhia, agora oficializada, de gente que não está acostumada a essas relações de trabalho tão podres que foram construídas com a conivência de quem (eu, inclusive) deveria ter protegido o exercício da profissão.
Restringir o acesso a ela, como já sabemos, não funcionou.
Difícil avaliar o que é mais danoso: a crítica do presidente Lula à imprensa por conta das revelações sobre o comportamento do senador José Sarney (PMDB-AP) ou a decisão do Supremo Tribunal de eliminar a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. São casos diferentes, porém igualmente prejudiciais à fluência do processo informativo. E exibem a mesma tendência para o sofisma, a ilusão da lógica.
Fiquemos com a decisão do STF. Embora irreversível, não é necessariamente a mais correta, nem a mais eficaz. A maioria do plenário seguiu o voto do presidente da Corte, Gilmar Mendes, relator do processo, que se aferrou à velha alegação de que a obrigatoriedade do diploma de jornalista fere a isonomia e a liberdade de expressão garantida pela Constituição.
Para derrubar esta argumentação basta um pequeno exercício estatístico: na quarta-feira em que a decisão foi tomada, nas edições dos três jornalões, dos 29 artigos regulares e assinados, apenas 18 eram de autoria de jornalistas profissionais, os 11 restantes eram de autoria de não-jornalistas. Esta proporção 60% a 40% é bastante razoável e revela que o sistema vigente de obrigatoriedade do diploma de jornalismo não discrimina colaboradores oriundos de outras profissões.
No seu relatório, o ministro Gilmar Mendes também tenta contestar a afirmação de que profissionais formados em jornalismo comportam-se de forma mais responsável e menos abusiva. Data vênia, o ministro-presidente da Suprema Corte está redondamente enganado: nas escolas de jornalismo os futuros profissionais são treinados por professores de ética e legislação e sabem perfeitamente até onde podem ir.
É por isso que na Europa e Estados Unidos onde não existe a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, são as empresas jornalisticas que preferem os profissionais formados em jornalismo, justamente para não correrem o risco de serem processadas e punidas com pesadas indenizações em ações por danos morais.
O STF errou tanto no caso da derrubada total da Lei de Imprensa como no caso do diploma. E foi induzido pela mesma miopia. (segue)
STF derruba exigência do diploma para o exercício do jornalismo
Em julgamento realizado nesta quarta-feira (17/06), o Supremo Tribunal Federal deu provimento ao Recurso Extraordinário RE 511961, interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. Neste julgamento histórico, o TST pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão. A executiva da FENAJ se reúne nesta quinta-feira para avaliar o resultado do julgamento e traçar novas estratégias da luta pela qualificação do Jornalismo.
Às 15h29 desta quarta-feira o presidente do STF e relator do Recurso Extraordinário RE 511961, ministro Gilmar Mendes, apresentou o conteúdo do processo encaminhado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e Ministério Público Federal contra a União e tendo a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo como partes interessadas. Após a manifestação dos representantes do Sindicato patronal e da Procuradoria Geral da República contra o diploma, e dos representantes das entidades dos trabalhadores (FENAJ e SJSP) e da Advocacia Geral da União, houve um intervalo.
No reinício dos trabalhos em plenário, às 17h05, o ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do jornalismo. Em determinado trecho, ele mencionou as atividades de culinária e corte e costura, para as quais não é exigido diploma. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à manutenção do diploma.
“O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais e entrega às empresas de comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista”, reagiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. “Este é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação”, complementou, informando que a executiva da FENAJ reúne-se nesta quinta-feira, às 13 horas, para traçar novas estratégias de luta.
Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma, também considerou a decisão do STF um retrocesso. “Mas mesmo na ditadura demos mostras de resistência. Perdemos uma batalha, mas a luta pela qualidade da informação continua”, disse. Ela lembra que, nas diversas atividades da campanha nas ruas as pessoas manifestavam surpresa e indignação com o questionamento da exigência do diploma para o exercício da profissão. “A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso”, proclamou.
Além de prosseguir com o movimento pela qualificação da formação em jornalismo, a luta pela democratização da comunicação, por atualizações da regulamentação profissional dos jornalistas e mesmo em defesa do diploma serão intensificadas.
-------------- Site da Fenaj, em 17 de junho de 2009 - 20h26
Comentário sobre a edição de hoje do BOM DIA Fernandópolis
Concluímos a edição do BOM DIA Fernandópolis deste domingo às 23h23 de ontem, depois de mais de 15 horas de trabalho, sem contar o tempo da impressão na gráfica e da distribuição dos 4,5 mil exemplares da cidade, Jales e Santa Fé do Sul.
Na redação, eu, Poliane Matos, Walter Duarte, Bruna Bassan, Marco Antonio e nossa nova "conquista", Darien Santana, labutamos entre textos, imagens, legendas e créditos durante todo o sábado, parte da sexta-feira e, sem nenhuma dúvida, na madrugada toda deste domingo, concentrados no que o jornal pode oferecer ao seu leitor, aplicando pelo menos as técnicas básicas do jornalismo.
Afinal, temos uma cartilha a seguir e não podemos escapar do essencial para a transmissão de uma notícia.
Na edição de 24 páginas, quero destacar a reportagem sobre os 50 anos do Fusca no Brasil - pauta que recolhemos das idéias perolizadas de Edmilson Zanetti, editor-chefe do BOM DIA Rio Preto. Darien Santana e eu garimpamos entrevistados sensacionais, daqueles que respondem o que o gente pensa mesmo, e elaboramos um texto legal sobre a paixão que os caras têm pelo carro. Creio que esta seja a reportagem que irá marcar a vida de Darien, no início de uma longa carreira.
Também reli a matéria sobre a falta de sangue no Hemocentro de Fernandópolis. Na leitura que fiz durante a edição do jornal, confesso que não havia atentado para a gravidade do problema. Às vezes isto acontece com o editor: o texto é lido apenas em busca de erros de gramática, de digitação e da tal cartilha, mas a profundidade da informação acaba passando. Com certeza ficaremos sobre o assunto pelas próximas edições, para alertar aos leitores sobre a falta de sangue.
De outras reportagens, avalio que conseguimos dar ao leitor um conteúdo razoável de informação, daquilo que certamente será o conjunto de suas conversas com amigos e parentes neste fim de semana.
Meio rica Meio culta Entre o que acredita ser e o que é Meio distante, meio perto
Desde o meio, olha meio mal Aos negros Aos ricos Aos sábios Aos loucos Aos pobres
Se escuta um Hitler Meio que gosta E se fala um Che Meio também
No meio do nada, meio em que duvida Analiza até a metade todos os feitos E meio confusa sai as ruas com meia panela Então meio que chega a se importar Com os que mandam em meio as sombras
As vezes só, se dá conta Meio tarde Que a usaram de peão Em um jogo de xadrez que não compreende E que nunca vira rainha
Assim, meio raivosa Se lamenta De ser o meio de que outros comem Ao meio de um meio que não entende nem meio.
------- Autora: Laura Bordiel
===> Dedico ao amigo-altruísta-sincero-camarada-gente fina - e advogado - José Pontes Jr.
Sou apenas um observador do cotidiano. Ando pelas ruas, falo com pessoas, leio e fotografo os movimento do dia-a-dia.
Por isso, não posso deixar de registrar a imagem de um galho de árvore "plantado" no asfalto da Rua Amadeu Bizelli, cruzamento com a Édio Alves de Oliveira, no ex-chiquééééérrrrriiiiimmo bairro Santa Helena. A foto é desta quinta-feira, dia 11 de dezembro.
Faz tempo que pesquiso meu sobrenome na internet. Já encontrei quase de tudo com a inscrição "Cremon", principalmente a parentela, esparramada pelo Brasil. Mas, o que me chama - e atrai - muito a atenção são imagens da Alemanha, onde há muita coisa com meu sobrenome. Li recentemente que há igrejas, bares, lojas, cigarro, bicicleta, imobiliárias, um bairro inteiro e até uma ponte construída no início do século passado, em Hamburg, que também se chama Cremon. Ela teria sido a única preservada pelos soldados russos, quando invadiram o país, no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
Lendo documentos do Vaticano, traduzidos para o português também no começo do século passado, descobri Ferdnand Cremon - um padre que teria participado do primeiro concílio da Igreja pós-reforma protestante, em 1587, em Roma. deve ser o primeiro Cremon da história. Depois dele, encontrei uma penca de Cremons na Itália, principalmente em Villa Bartolomea, de onde saíram meus avós e tios do meu pai Waldomiro. Lá também há muitas coisas com o nome Cremon, em homenagem aos antepassados.
Mas, voltando a Alemanha, gravei algumas imagens para colar aqui e continuar sonhando com uma viagem a Hamburg, Bremen, Stuhr e Delmenhorst, onde há muita coisa de Cremons, inclusive uma amazona muito bonita, chamada Marianne Cremon, campeã por lá. Se for prima, deve ser assim de uns 15 mil quilômetros daqui.
Neste momento, quando estou escrevendo este texto, em Hamburg já são 05:18.
Veja as fotos de Cremon na Alemanha
Esta é uma vila chamada Cremon
Eu já telefonei neste hotel. Ninguém lá entendeu nada do que eu falava... rs rs
Esta lapide é uma dedicatória a um capitão da Marinha alemã, August Friedrich v. Cremon, que morreu em 1719, e que certamente era alguém importante por la.
Esta é a fachada do hotel. Se um dia eu puder ir lá, vou me hospedar nele... rs rs
Este, à direita, é o ilustre capitão August Friedrich v. Cremon, que recebeu as homenagens.
Bom, é isto. Tem Cremon até no país da Volkswagen.