Blog do Jornalista Valdecir Cremon


Indicado para o STF terá poder de rever mensalão

 

Indicado, na quinta-feira, 23, pela presidente Dilma Rousseff para o Supremo Tribunal Federal, o advogado Luís Roberto Barroso, de 55 anos, poderá mudar os rumos do julgamento do mensalão petista e será o responsável por relatar a ação penal do mensalão mineiro.

 

Especialista em Direito Constitucional, Barroso terá de julgar os recursos dos 25 condenados do mensalão. Os votos de Barroso e de Teori Zavascki, que também não participou do julgamento, podem acarretar redução de penas, absolvição de parte das acusações ou permissão para que 11 dos condenados sejam julgados novamente.

 

Na disputa pela vaga, Barroso contou com o apoio do secretário executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos, e do advogado Sigmaringa Seixas, amigo íntimo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou do processo de indicação.

 

Advogados que defenderam réus do mensalão demonstraram confiança no ministro. Um deles disse confiar que o perfil técnico de Barroso servirá para corrigir "erros" do STF na condenação de parte dos réus por crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

 

Festa em Salvador

 

Na noite de quinta-feira, 23, Luís Roberto Barroso foi recebido com entusiasmo no hotel em que ficará hospedado até o sábado, 25, em Salvador, onde participa do 13.º Congresso Brasileiro de Direito do Estado. No lobby do hotel, recebeu vários cumprimentos de colegas. "Não acho próprio fazer comentários ou dar declarações antes da submissão do meu nome ao Senado. Esta é a próxima etapa - e vou me preparar para ela", disse a jornalistas.

 

Barroso contou que recebeu a indicação na quinta-feira, 23, pela manhã, em reunião com a presidente Dilma e o ministro da Justiça. "Fiquei muito feliz e muito honrado com a indicação, naturalmente, e com a perspectiva de servir ao País. Coisas assim sempre surpreendem a gente."

 

Futuro

 

Se o voto do futuro ministro eventualmente beneficiar réus do mensalão petista, a posição dele pode servir de padrão no caso mineiro. O ex-governador de Minas e ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo, assim como os réus petistas, foi denunciado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

 

Mesmo reservadamente, Barroso não fazia comentários sobre o julgamento do mensalão, até porque era cotado para a vaga e sabia que, se indicado, teria de julgar os recursos dos réus.

 

Concedeu entrevistas defendendo o STF das acusações de que teria condenado os réus do mensalão em razão de pressão da sociedade. Mas disse que o tribunal contrariou precedentes e endureceu sua postura no julgamento sobre processos penais no caso do mensalão. Avaliava ainda que a condenação dos réus significava também a condenação do modelo político brasileiro em que, de acordo com ele, a sociedade não se sente representada por partidos.

 

Progressista

 

Barroso participou de grandes julgamentos do STF nos últimos anos. Defendeu as pesquisas com células-tronco embrionárias, a união estável entre pessoas do mesmo sexo e a interrupção da gravidez no caso de anencefalia. Atuou a favor da permanência, no Brasil, do ex-ativista italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos.

 

 

Luta contra o câncer

 

No ano passado, Luís Roberto Barroso passou pelos momentos mais delicados de sua vida. Ouviu de um médico que teria poucas semanas de vida em razão de um câncer no esôfago. Aos 55 anos, submeteu-se a um tratamento médico intenso em São Paulo. Consultou-se com o médium João de Deus, em Goiás. Hoje está curado.

 

O nome de Barroso era cotado para o Supremo desde a gestão Fernando Henrique Cardoso. No governo Lula, foi preterido. Na gestão Dilma, tinha um forte cabo eleitoral, o secretário executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos. Dizia que nunca pediria para ser indicado, mas deixava claro que, se fosse convidado, aceitaria, sem sombra de dúvidas. Recentemente, foi convidado pelo ministro José Eduardo Cardozo para integrar uma comissão da Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, pavimentando o caminho de sua indicação.

 

Mudou-se do Rio para Brasília com a família - a mulher e dois filhos - depois de um assalto à sua casa há oito anos. Na internet, mantém um blog em que expõe opiniões sobre assuntos jurídicos, poesia e música. Agora mudará da advocacia para a magistratura. No Supremo, terá um dos maiores estoques de processo da Corte - serão 7.841 processos, incluindo o do mensalão mineiro. *Colaborou Tiago Décimo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Escrito por Valdecir Cremon às 08h28
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CAMPANHA CONTRA QUEM MESMO?

Estou acompanhando de longe a campanha contra a presença do pastor-deputado Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos. E não discuto o mérito do caso.
Mas, pergunto:
Por que não houve um empenho assim quando os "mensaleiros condenados" continuaram livres e, alguns, assumindo cargos tão ou mais importantes que o de Marco Feliciano? 
Por onde andavam os manifestantes de agora? Em Marte? Presos em Alcatrás? 
Ou será que a liberdade dos "mensaleiros condenados" e a permanência deles no Congresso Nacional não ofende estas pessoas?
Pense nisso antes de aderir a campanhas incompletas como esta contra o pastor-deputado. E ainda quando se cria uma onda como esta, que tem por objetivo principal defender grupos descontentes.
Manter Marco Feliciano na comissão é aceitar a presença do diferente ao lado e discutir com ele, debater temas e fazer valer o pensamento. Fora disso é querer impor a ideia de uma facção. 
Por fim, cuidado ao defender tanto os "direitos humanos". É por defesas assim que temos casos de sobra de presidiários protegidos e policiais acusados; temos ainda o bolsa-detento, cadeias com cara de resort e leis que mais protegem bandidos do que cidadãos. 
Se você leu este texto até o fim, obrigado.



Escrito por Valdecir Cremon às 17h49
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MARCO FELICIANO E OS MEDROSOS


Quem está criticando a eleição do deputado Marco Feliciano para a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara tem certa razão de que ele é mesmo meio esquisito. Mas, por trás desta razão está um baita medo de se confrontar com o antagônico, com o diferente - um medaço de enfrentar o contrário. Essa gente só aceita o que vem de encontro, a favor, apoiando e se fingindo de morto. Isto é a verdade desta história. Por que não o encaram de frente, debatem, apresentam ideias e ideologias? Quem é o medo? De quebrar a cara, certamente. 



Escrito por Valdecir Cremon às 09h32
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Falta alguém em Nuremberg

(Jornal O Liberal, 24.fev.13)

 

Quando o jornalista jauense David Nasser (1917-1980) escreveu o livro que cede o título a este editorial, em 1948, o mundo ainda sentia fortes odores da Segunda Guerra Mundial. Pouco antes da publicação, eram julgados em Nuremberg (Alemanha) duas dúzias dos maiores criminosos da  carnificina capitaneada por Adolf Hitler. Todos foram condenados, em meio a centenas de processos e milhares de acusações de atrocidades. Na época, Nasser era repórter da extinta revista O Cruzeiro, mas já alçava voos como escritor, compositor musical (o samba “Nêga do Cabelo Duro” foi escrito por ele em 1940) e arte em geral, depois de passar por outros grandes grupos de comunicação do país.

O incomodava saber que os nazistas, amigos de Hitler, eram julgados em Nuremberg, condenados e mortos como vingança da raça humana pelo que fizeram especialmente a judeus, negros, artistas e homossexuais. Mas, sobravam lugares no banco dos réus do tribunal. Para quem? Nasser fazia referências diretas a governantes, ministros e demais políticos ligados à ditadura Vargas, que durou de 1937 a 1945, e a todos que apoiaram o nazismo. O ícone escolhido por ele foi o militar Filinto Strubing Müller, suprassumo do capachismo nacional a Hitler, via Getulio Vargas, idealizador da “entrega”  da judia comunista Olga Benário à Alemanha, para ser executada em Bernburg, em 1942.

Se estivesse vivo, Nasser hoje seria, no mínimo, acusado de racismo com o samba da “nêga” que tinha cabelo duro. Iria para a cadeia sob protestos, sem dúvida, porque a letra do sambinha estaria na boca de seus contemporâneos com a mesma força que estourou nas paradas de sucesso, em 1940.

Hoje, também, estaria escrevendo o livro “Falta alguém em Nuremberg” (Editora do Povo, 1948), com chances de passar da segunda edição, como ficou o original. Material para isto não lhe faltaria. O julgamento do mensalão, por exemplo, seria um manancial de informações do mesmo quilate das que Nasser reuniu em sua obra, com pelo menos uma vaga no banco dos réus do Supremo Tribunal Federal.

Se partisse para o cotidiano de pessoas comuns, Nasser poderia pegar o caso da boate Kiss, de Santa Maria (RS), que até agora tem apenas três presos. Lá há mais uma vaga aberta no banco dos réus que, tomara, ainda sejam preenchidas. 

Para as duas sugestões de temas, o comparativo ganha contorno histórico e atual porque as vagas parecem ter donos, personagens específicos e insubstituíveis, no período que nasce com o mensalão em 2003 e completa, agora, uma década, com as 239 mortes no incêndio da boate. Quem deve ocupar as vagas de réus? Todos os que negligenciaram ambos os fatos.

David Nasser certamente adoraria nominar os donos destas vagas, com todas as letras, imputando-lhes toda a responsabilidade no mensalão e no incêndio. E seria esta uma forma de fazer justiça, marcando para a posteridade quem ainda não se sentou no banco dos réus.



Escrito por Valdecir Cremon às 12h15
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Opinião. Maldita hipocrisia

(Jornal O Liberal, 28.fev.13)

O jornal LIBERAL recebeu diversas manifestações contrárias e favoráveis ao artigo “Balada. Maldita hipocrisia”, publicado aqui nesta coluna na edição do dia 14 deste mês. Por e-mails, leitores expressaram variadas opiniões sobre o tema, desenvolvido como alerta para excessos que se comete, especialmente por jovens, em eventos geralmente superlotados, agitadíssimos e, invariavelmente, desprovidos de segurança. Não houve, porém, em nenhuma parte do texto, citação específica a este ou àquele evento, nomes ou referências a fatos. Houve, sim, genericamente, um alerta.

Contudo, não se trata de assunto agradável, daqueles que geram manifestações favoráveis, adocicadas e nem embrulhadas para presente. Por isso, o retorno ao assunto, agora, pela ótica de opinião que cada um tem, sem padrão engessado para sua expressão.

O tema escolhido para o artigo anterior foi uma peneirada em acontecimentos gerais, noticiados quase que diariamente pelos veículos de comunicação. Por isso, não foi produzido com o objetivo de provocar e nem desafiar.

O saldo, assim, é que não se pode falar o que a maioria não gosta de ouvir. E nem no que a minoria não quer pensar. Só se pode falar do que agrada, afaga e maquia certas realidades, num pleno exercício de hipocrisia. Mesmo assim, aí sobram aplausos.

Contudo, é impossível não avaliar que jovens entram em barcas furadas e provocam alto custo e perdas para suas famílias e à sociedade, sempre sob o manto de seu direito a azarar a qualquer preço e sob o escudo de que tudo é permitido. É isso que sempre se alega para cometer exageros, ignorar regras básicas de segurança e de comportamento, e até para combater quem tenta abrir os olhos de inexperientes.

Uma pessoa que vai a um evento superlotado, onde não há garantias mínimas de segurança, colocando a própria vida em risco, apenas porque tem “direito” é, no mínimo, desconhecedor do valor da vida e ignorante quanto a dor e consequências que atitudes impensadas podem gerar. E isso se aplica a baladas, torcidas organizadas que combinam confrontos contra adversários, consumo de drogas, rachas, etc.

Antes, o ideal seria cobrar de quem tem responsabilidade sobre isso a providência de medidas adequadas de segurança. Isso pouco se vê. Ou alguém já viu algum grupo protestar contra este ou aquele local de eventos que não dispõe de portas de emergência, extintores, etc.? Se vê, sim, gritar contra quem cobra um quinhão de bom-senso.

Apenas como exemplo, o caso do torcedor que levou a um campo de futebol um sinalizador usado pela Marinha e o disparou, acidentalmente ou não, contra a torcida adversária, estava usufruindo de sua “liberdade”? E o resultado disto? A verdade é que a fila de culpados daria mais de uma volta no estádio onde o menino morreu. Como em todos os casos com “liberdade demais”.



Escrito por Valdecir Cremon às 12h13
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Randstad seleciona 34 candidatos no interior de São Paulo para vagas de orientador de autoatendimento
 
A Randstad, segunda maior empresa de recursos humanos do mundo, abriu processo de seleção para 34 vagas de orientador de autoatendimento em instituições financeiras, nas cidades de Adamantina, Americana, Auriflama, Bauru, Birigui, Campinas, Fernandópolis, Indaiatuba, Jaboticabal, José Bonifácio, Jundiaí, Limeira, Lins, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio Claro, Salto, São Carlos, Sorocaba, Sumaré e Valinhos, localizadas no interior do estado de São Paulo.
Para poderem participar do processo de seleção, os candidatos devem ter o nível superior completo ou estarem cursando bacharelado nas áreas de humanas ou exatas. A empresa oferece salário fixo e benefícios, com jornada de trabalho durante o horário de funcionamento bancário.
Os interessados podem se inscrever por meio do site da Randstad (www.randstad.com.br) ou enviando o currículo para o correio eletrônico selecao.campinas@randstad.com.br, com o título da vaga no assunto do email.
Sobre a Randstad  - www.randstad.com.br



Escrito por Valdecir Cremon às 09h15
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Emprega SP/ Mais Emprego oferece mais de 20 mil vagas no Estado

O programa Emprega São Paulo/Mais Emprego, agência de empregos pública e gratuita gerenciada pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (SERT), em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oferece nesta semana 20.353  mil vagas de emprego em todo o Estado de São Paulo.

Vagas PADEF

Para as pessoas com deficiência, o Emprega São Paulo/Mais Emprego junto ao Programa de Apoio a Pessoa com Deficiência (PADEF), oferece 162 oportunidades de trabalho nessa semana. 

Entre as vagas do PADEF podemos destacar as 30 oportunidades para, Oficial de Serviços Gerais, 10 para Ajudante de Cozinha e 15 para Ajudante de Obras, todas em várias regiões da Grande São Paulo.

Ao comparecer a um Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) para concorrer às vagas, é necessário apresentar RG, CPF, PIS, carteira de trabalho, laudo médico com o Código Internacional de Doenças (CID) e Audiometria (no caso de deficiência auditiva). Se o candidato não tiver os laudos solicitados, o Posto dará todo o suporte para conseguir a documentação.

Oportunidades Aprendiz Paulista

O Aprendiz Paulista, programa coordenado pela SERT para promover a vivência e inserir o aluno dos cursos técnicos do Centro Paula Souza (ETECs) no mercado de trabalho, divulgou 118 vagas para aprendizes.

Entre os destaques, temos 25 vagas para nível técnico para estudantes dos cursos de Administração/ Logística/ Eletrotécnica/ InformáticaZona Norte e  8 para Canto/Regência  no Centro .

Como se cadastrar

Para ter acesso às vagas e aos programas de qualificação da SERT, como o Time do Emprego e o Programa Estadual de Qualificação (PEQ), basta acessar o site www.empregasaopaulo.sp.gov.br, criar login, senha e informar os dados solicitados. Outra opção é comparecer a um Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) com RG, CPF, PIS e Carteira de Trabalho.

Emprega São Paulo


Desde a implantação do Emprega São Paulo, em agosto de 2008, o programa  recolocou no mercado de trabalho mais de 700 mil trabalhadores. O sistema conta com um banco de 3,5 milhões de currículos cadastrados.

 

Para mais informações sobre o Emprega São Paulo/Mais Emprego e outras ações da SERT, acesse: www.empregasaopaulo.sp.gov.br



Escrito por Valdecir Cremon às 09h14
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Esquisito. Muito esquisito mesmo. 
A exibição do filme "Lula, o filho d...", pela Globo, anteontem, não teve intervalos comerciais, como ocorre em outros filmes, programas, novelas, etc. 
Por que será? 
A Globo parou sua grade comercial de graça durante todo o filme?
De graça?
Só se Papai Noel existe mesmo e o mundo acabou em 21 de dezembro de 2012.



Escrito por Valdecir Cremon às 10h53
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RESULTADO DA ENQUETE

Logo lançarei nova enquete, sempre com o tema "Visão Distorcida".

Obrigado a todos os participantes.



Escrito por Valdecir Cremon às 10h51
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A LEI DE COTAS EM UNIVERSIDADES BRASILEIRAS PODE ESTAR COM OS DIAS CONTADOS. 
Depois de Joaquim Barbosa, o primeiro negro a assumir a Suprema Corte da Justiça, o STF, agora outro afro-descendente vai para o trono, só que o TST. Hoje foi anunciado que o desembargador Carlos Alberto Reis de Paula vai assumir o posto.
É preciso frisar que a chegada de Joaquim Barbosa a postos tão elevados e sua elogiável atuação (em comparação aos branquelos do STF) não tem agradado os dominantes do poder. Se Reis de Paula seguir a trilha de Barbosa, quem sabe nos orgulharemos dele e do TST. Amém.



Escrito por Valdecir Cremon às 06h28
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TROPEÇOS


É inaceitável ver o STF tropeçar nas próprias pernas para julgar um caso tão definido quanto o do mensalão. Está muito claro cada item do processo, com os crimes que foram cometidos - principalmente o de formação de quadrilha - e os objetivos que levaram à montagem de toda a tramoia. Mesmo assim, parte dos ministros (sempre os mesmos, claro) inventa meios de atravancar o julgamento, há mais de 50 sessões. É o caso, por exemplo, da tabelinha de redução de multas, dos questionamentos sobre o total das penas de prisão, da interligação entre os crimes e seus criminosos e, agora, a cassação de mandatos dos que possuem cargos eletivos. 

É o fim da picada.

Chego a resistir em não duvidar que os esquemas do mensalão são contaminantes. 

-- Para dezembro, o concurso "Visão Distorcida", aqui do blog, terá na cabeça Ricardo Lewandowski. Falta definir os outros quatro. Podem mandar sugestoes. Aproveitem para votar na enquete aí ao lado.



Escrito por Valdecir Cremon às 21h18
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TÍTULO VISÃO DISTORCIDA de novembro/2012
Acabo de inserir uma enquete no www.blogdocremon.zip.net.
A ideia é prospectar a opinião dos blogueiros sobre assuntos do mês.
Por exemplo, em novembro, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deu uma declaração sobre os presídios brasileiros que o credencia a entrar na lista dos que concorrem ao título de "Visão Distorcida". Lembra-se: "prefiro morrer

 do que pagar uma pena num presídio do pais"?

O ministro Lewandowski, do STF, entrou devido às suas ferrenhas posições no caso dos mensaleiros, no julgamento da Ação Penal 470.
Sérgio Cabral, o governador do Rio, teve seus 15 minutos de fama como "veta, Dilma" dos royalties do petróleo.
Na rabeira de José Eduardo Cardoso, o ministro Gilberto Carvalho meteu o pau no governo paulista, comparando a violência na Grande São Paulo com a da Faixa de Gaza.
E Luís Adams, o advogado-geral da União, ao admitir que sabia que estava contratando um dos caras que se meteram com tráfico de influência em órgãos do governo federal. 
O endereço do blog é www.blogdocremon.zip.net.
Espero que votem.

Quem merece o título "Visão distorcida" de novembro?
José Eduardo Cardozo
Ricardo Lewandowski
Sérgio Cabr
al

Gilberto Carvalho
Luís Adams



Escrito por Valdecir Cremon às 16h44
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VEJA MEU COMENTÁRIO NO "BLOG DA CIDADANIA"


Petista, lulista e direitista plantonista. Acho que estas são suas melhores e mais apropriadas classificações, que se escondem atrás de um personagem – ou seja, alguém que se molda ao momento, por interesse real e objetivo: estar ao lado do poder, seja ele da bandeira que for.

Disfarça bem ao dar uns tapas em Dilma. O foco é laurear o antecessor dela. Seria para que ele possa retornar após o mandato dela? Claro. Quem elogia Franklin Martins como você o faz, só pode querer o retorno do governo anterior, quando as tetas eram bem mais longas e macias. Que o digam mensaleiros!

Quando critica a “grande mídia”, revela a frustração de quem não conseguiu atuar no conjunto, no coletivo, e que apenas pôde expor-se pela blogosfera desvairada. Se – impossivelmente – a internet contivesse um filtro, você estaria, também, fora dela.

 

-- o ENDEREÇO DO BLOG É http://www.blogdacidadania.com.br/



Escrito por Valdecir Cremon às 07h47
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Veja a repercussão da morte do jornalista Joelmir Betting, ocorrida na madrugada de hoje, quinta-feira, dia 29/11 - data de luto para o jornalismo brasileiro:

Mauro Beting - filho de Joelmir, o jornalista leu uma carta em homenagem ao pai em que destacou que ele foi "o melhor pai que um jornalista pode ser e o melhor jornalista que um filho pode ter como pai."

Miriam Leitão - a jornalista deixou sua mensagem no twitter: "Joelmir Beting tirou o jornalismo econômico da linguagem difícil de entender. Foi pioneiro. Mostrou o caminho de escrever e falar claro."

Milton Jung - o jornalista da rádio CBN relatou sua tristeza no twitter: "Lágrimas por Joelmir Beting, que morreu nesta madrugada, aos 75 anos."

Hernán Barcos - jogador do Palmeiras também deixou sua mensagem no twitter: "Peço a toda torcida do Palmeiras que se una em fuerza de orções para Deus confortar lá família de Joelmir Beting."

Milton Neves - jornalista escreveu em seu blog oficial uma mesnagem para Joelmir: "O Brasil perdeu no início da madrugada desta quinta-feira, 29 de novembro de 2012, um dos maiores jornalistas do país."

Leda Nagle - jornalista também se manifestou pelo twitter:" Vai fazer falta enorme! Grande profissional!"



Escrito por Valdecir Cremon às 06h43
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O fim do Blog do Pannunzio


 

Este é o último post do Blog do Pannunzio. Escrevo depois de semanas de reflexão e com a alma arrasada — especialmente porque ele representa um vitória dos que se insurgem contra a liberdade de opinião e informação.

 

O Blog nasceu em 2009. Veiculou quase oito mil textos. Meu objetivo era compor um espaço de manifestação pessoal e de reflexão política. Jamais aceitei oferta de patrocínio e o mantive exclusivamente às expensas do meu salário de repórter por achar que compromissos comerciais poderiam conspurcar sua essência.

 

Ocorre que, em um País que ainda não se habituou à crítica e está eivado de ranços antidemocráticos, manter uma página eletrônica independente significa enfrentar dificuldades que vão muito além da possibilidade individual de superá-las.

 

Refiro-me às empreitadas judiciais que têm como objetivo calar jornalistas que não se submetem a grupos politicos, ou a grupos dei interesse que terminaram por transformar a blogosfera numa cruzada de mercenários virtuais.

 

Até o nascimento do Blog, enfrentei um único processo judicial decorrente das milhares de reportagens que produzi para a televisão e o rádio ao longo de mais de três décadas. E ganhei.

 

Do nascimento do blog para cá, passei a responder a uma enxurrada de processos movidos por pessoas que se sentiram atingidas pelas críticas aqui veiculadas. Alinho entre os algozes o deputado estadual matogrossense José Geraldo Riva, o maior ficha-suja do País; uma quadrilha paranaense de traficantes de trabalhadores que censurou o blog no fim de 2009; e o secretário de segurança de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, cuja orientação equivocada acabou por transformar a ROTA naquilo que ela era nos tempos bicudos de Paulo Maluf.

 

A gota d`água foi uma carta que recebi do escritório de advocacia que representa Ferreira Pinto num processo civil, que ainda não conheço, comunicando decisão liminar de uma juíza de primeiro grau que determinou a retirada do ar de um post cujo título é “A indolência de Alckmin e o caos na segurança pública”. O texto contém uma crítica dura e assertiva sobre os desvios da política adotada pelo atual secretário e pelo governador, mas de maneira alguma contém afirmações caluniosas, injuriosas ou difamatórias.

 

A despeito dessa convicção, o post já foi retirado do ar. Determinação judicial, no entendimento deste blogueiro, á para ser cumprida. Vou discuti-la em juízo assim que apresentar minha defesa e tenho a convicção de que as pretensões punitivas de Antônio Ferreira Pinto não vão prosperar.

 

Ocorre que o simples fato de ter que constituir um advogado e arcar com o ônus financeiro da defesa já representa um castigo severo para quem vive exclusivamente de fontes lícitas de financiamento, como é o meu caso. E é isso o que me leva à decisão de paralisar o Blog. A cada processo, somente para enfrentar a fase inicial, há custos que invariavelmente ultrapassam cinco ou dez mil reais com a contratação de advogados — e ainda assim quando os honorários são camaradas.

 

É por estas razões que esta página eletrônica vai entrar em letargia a partir de agora. O espaço vai continuar aqui, neste endereço eletrônico. O acervo produzido ao longo dos últimos quatro anos continuará à disposição dos internautas para consulta. E eventualmente, voltarei a dar meus pitacos quando entender que isso é necessário. Mas a produção sistemática de textos está encerrada.

 

Espero voltar a esta atividade quando perceber que o País está maduro a ponto de não confundir críticas políticas com delitos de opinião. Quando a manifestação do pensamento e a publicação de fatos não enseje entre os inimigos da liberdade de imprensa campanhas monstruosas como esta que pretende  ’kirsnhnerizar’ o Brasil,  trazendo de volta o obscurantismo da censura prévia.

 

Por fim, digo apenas que essa pressão judicial calou o blog, mas não conseguiu dobrar a opinião do blogueiro. E que me sinto orgulhoso por ter conseguido cumprir o compromisso que me impus de respeitar a opinião alheia mesmo quando ela afronta a do editor. Aqui, nunca houve censura a comentários dos leitores que discordavam da minha maneira de ver o mundo. E esta é minha prova de apreço pela liberdade de expressão — inclusive quando ela me desfavorece.

 

A vocês que me acompanharam deixo meu muito obrigado. A gente vai continuar se encontrando em outra seara, a da televisão.

 

Muito obrigado. E até breve.

 



Escrito por Valdecir Cremon às 05h59
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